Remover Malware do Site: Como se Faz de Verdade

Não é carregar num botão e esperar. Limpar um site infetado a sério tem três partes — e saltar a terceira é como não ter limpado nada.

Quando um site está infetado, a tentação é procurar o botão mágico: um programa que «limpa tudo» num clique. Esses existem, prometem muito, e são a razão de tantos sites voltarem a ser atacados na semana seguinte. Uma remoção a sério tem três partes, e nenhuma delas se salta.

Primeiro: Encontrar Por Onde Entraram

Antes de limpar seja o que for, é preciso perceber como o ataque chegou lá. Uma peça desatualizada, uma palavra-passe fraca, uma falha conhecida por corrigir. Este passo é o mais importante e o que os métodos rápidos ignoram — e é também o que decide se o problema volta. Limpar sem encontrar a origem é enxugar o chão com a torneira aberta.

Segundo: Remover o Código Sem Partir o Resto

Só agora se limpa. O código malicioso costuma esconder-se em vários sítios ao mesmo tempo, misturado com o que é legítimo, precisamente para sobreviver a uma limpeza à pressa. Removê-lo sem levar à frente partes que o site precisa é um trabalho de cuidado, não de força. É aqui que apagar às cegas transforma um problema de uma tarde num problema de uma semana.

Terceiro: Fechar a Porta e Voltar Atrás

Com o site limpo, fecha-se a falha que deixou tudo entrar — atualizações, palavras-passe novas, o que for preciso. Muitas vezes a via mais segura é repor o site a partir de um backup limpo e anterior ao ataque e endurecê-lo a partir daí, em vez de tentar salvar uma versão já contaminada.

Porque é Que os «Um Clique» Falham

Um programa automático apaga o que reconhece e deixa o resto. Se o ataque escondeu uma segunda entrada — e os bons quase sempre escondem — ela fica lá. O site parece limpo durante uns dias e depois reinfeta-se pela mesma porta. É o ciclo que faz as pessoas pensarem que «isto não tem solução». Tem. Só não é num clique.

Se Prefere Que Alguém Trate Disto

Se está a passar por isto agora, comece pelo plano para as primeiras horas para não piorar nada enquanto decide. E se prefere entregar o problema a quem já o resolveu muitas vezes, encontramos a origem, limpamos o site e fechamos a porta — de uma vez, sem que tenha de perceber uma linha de código. Para que não volte, há também quem passe a olhar pelo site todos os dias.

Perguntas Frequentes

Há vários, e ajudam a detetar. Mas remover a parte visível não é o mesmo que fechar a porta por onde o ataque entrou. Quando a origem fica aberta, o site reinfeta-se — por isso é que tantas limpezas automáticas duram dias. A parte que conta é encontrar e corrigir a causa.

Prefere que tratem disto por si?

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